O que significa
O swing é uma levada em que pares de colcheias escritas são tocados de forma desigual, em vez de perfeitamente reta. A primeira nota do par geralmente é mais longa, e a segunda nota geralmente é mais curta e mais atrasada.
Na contagem simples, a página pode dizer 1 e 2 e 3 e 4 e, mas o e não cai exatamente no meio entre os tempos. Ele se inclina em direção ao próximo tempo, criando um movimento contínuo para a frente.
O swing não é uma proporção matemática fixa. Algumas levadas de swing ficam próximas de tercinas, outras são apenas ligeiramente desiguais, e muitas mudam conforme o andamento, o estilo, o músico e o conjunto.
O que cria a levada
O principal ingrediente é o posicionamento da subdivisão. Em colcheias retas, o e fica exatamente entre dois tempos de semínima: 1 e 2 e 3 e 4 e.
No swing, o tempo fica estável, mas o contratempo marcado como e é atrasado. Um modelo comum de prática é imaginar tercinas: 1-tri-la 2-tri-la 3-tri-la 4-tri-la.
Para usar esse modelo, toque apenas a primeira e a terceira parciais da tercina: no tempo 1 e na sílaba la. Deixe a parcial do meio, tri, em silêncio.
Esse modelo de tercina é útil para aprender, mas o swing real costuma ser mais flexível do que uma grade exata de tercinas. Em andamentos mais rápidos, as colcheias com swing costumam ficar menos desiguais. Em andamentos mais lentos, o formato longo-curto pode ficar mais evidente.
Os acentos também importam. Em muitas levadas de swing baseadas no jazz, o pulso de semínimas permanece forte, os contratempos têm leveza, e a seção rítmica cria um groove saltitante e conversado, em vez de um padrão longo-curto rígido.
Como ouvir
Ouça o espaço entre o tempo e o contratempo. Em colcheias retas, o contratempo soa centralizado. No swing, o contratempo soa atrasado, mais leve e mais próximo do próximo tempo.
Tente falar primeiro um padrão reto: 1 e 2 e 3 e 4 e.
Depois fale com um formato de swing: DÁ ba DÁ ba DÁ ba DÁ ba.
O tempo não deve desacelerar nem acelerar. Só o posicionamento da subdivisão muda.
Você também pode ouvir o padrão do prato de condução em muitos contextos de jazz: ding ding-da ding ding-da. Esse som muitas vezes delineia uma subdivisão com swing, enquanto o walking bass ou as batidas do pé mantêm semínimas estáveis.
Como os músicos usam
O swing aparece no jazz, blues, jump blues, rockabilly, country, rock and roll inicial, teatro musical e muitos outros estilos. A levada exata varia muito. Uma levada de swing de big band, uma levada de blues swing e uma levada de jazz moderno em grupo pequeno podem usar colcheias desiguais, mas podem se encaixar de maneiras muito diferentes.
Bateristas podem criar swing com o prato de condução, o chimbal, o acompanhamento na caixa ou notas fantasma. Baixistas costumam dar suporte com semínimas caminhantes. Guitarristas, violonistas e pianistas podem acompanhar com acordes curtos que respondem ao solista ou se encaixam com a seção rítmica.
Cantores e instrumentistas de sopro muitas vezes fazem swing moldando frases ao redor do tempo, não atrasando mecanicamente cada contratempo pela mesma quantidade. Um bom swing geralmente soa vivo, não como uma configuração fixa.
Confusões comuns
Swing x shuffle
Swing e shuffle usam subdivisões desiguais, mas não são a mesma coisa. Um shuffle geralmente tem uma sensação de tercina mais repetida e baseada em padrão, muitas vezes contada como 1-tri-la 2-tri-la com a tercina do meio omitida. Ele pode soar mais marcado ou baseado em riffs.
O swing é mais amplo. Ele pode ser mais leve, mais elástico e mais dependente de fraseado, articulação e interação do conjunto. Um shuffle costuma ser uma subdivisão repetida fixa em cada tempo, enquanto uma levada de swing pode se flexionar com o andamento, o formato da frase e o estilo.
Swing x tercinas
Tercinas são uma subdivisão: três notas iguais no espaço normalmente ocupado por duas notas do mesmo nível. O swing pode ser ensinado com tercinas, mas o swing é uma levada. Ele não precisa corresponder a uma proporção exata de tercina.
Swing x síncope
Síncope significa acentuar partes inesperadas do compasso, como contratempos ou tempos fracos. O swing pode incluir síncope, mas o swing em si tem a ver principalmente com a forma como as subdivisões são posicionadas e sentidas.
Swing x andamento
Swing não é uma marcação de andamento. Você pode tocar com swing em um andamento lento, médio ou rápido. Mudar de colcheias retas para colcheias com swing muda a levada, não necessariamente o BPM.
Pratique com um metrônomo
- Ajuste o metrônomo para 80 BPM. Deixe cada clique ser um tempo de semínima: 1, 2, 3, 4.
- Bata palmas em colcheias retas enquanto conta 1 e 2 e 3 e 4 e. Mantenha o e exatamente no meio entre os cliques.
- Agora toque as colcheias com swing. Mantenha os cliques estáveis, mas atrase cada e para que o padrão tenha a sensação de longo-curto: 1 - e 2 - e 3 - e 4 - e.
- Use o modelo da tercina como referência: conte 1-tri-la 2-tri-la 3-tri-la 4-tri-la, depois bata palmas apenas no tempo e na sílaba la.
- Dê leveza ao contratempo com swing. Bata palmas ou cante o tempo um pouco mais cheio e faça o e atrasado ficar mais leve, mais elástico ou levemente acentuado, sem apressá-lo.
- Passe o clique para os tempos 2 e 4. Conte 1, clique, 3, clique. Mantenha a subdivisão com swing estável sem deixar o andamento desviar.
- Toque ou cante uma frase curta usando colcheias com swing e depois repita-a reta. Observe como as mesmas notas criam um groove diferente.
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